Notícias da ciência (clipping) para trabalhar em sala de aula (01 de dezembro de 2017)

Leucemia tem remissão completa com novo tipo de terapia genética, mostra estudo

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https://g1.globo.com/bemestar/noticia/leucemia-tem-remissao-completa-com-novo-tipo-de-terapia-genetica-mostra-estudo.ghtml


A leucemia é um dos mais conhecidos, dentre os cânceres do sangue. A leucemia é um tipo de câncer no sangue que começa na medula óssea, líquido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos que produz os componentes do sangue: hemácias (ou glóbulos vermelhos, responsáveis pelo oxigênio de nosso organismo), leucócitos (ou glóbulos brancos, que combatem as infecções) e plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue, evitando hemorragias). Os glóbulos brancos são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença. Hoje a grande arma terapêutica para tratamento das leucemias é a quimioterapia. Vencer um câncer sem sofrimento parece impossível, mas segundo um estudo publicado na revista "Nature Medicine” está sendo desenvolvida uma terapia genética voltada para o sistema imunológico que se prepara para ser um dos tratamentos mais promissores para cânceres de difícil tratamento. O tratamento consiste na retirada de células de defesa do paciente para que seja feita a alteração genética (nas chamadas “células T”), que por fim serão injetadas de volta ao paciente. O esperado com esse procedimento é que as células tenham “aprendido” a reconhecer as células cancerígenas. Essas células modificadas atacam nas células malignas uma estrutura chamada antígeno CD 22. Por sua especificidade, deflagram uma resposta imune das células malignas. Dos 21 pacientes que incluíam crianças e adultos, a remissão completa foi obtida em 73% dos pacientes. Com esses resultados é possível esperar como será o futuro do tratamento contra o câncer.

(Comentário: Tamires Dantas)


Porque as árvores crescem mais rápido nas cidades do que no campo?

Cidade arborizada
http://www.bbc.com/portuguese/geral-42085728

Qual seria sua resposta para a seguinte pergunta? As árvores crescem mais rápido em áreas urbanas ou em áreas rurais? Provavelmente a maioria das pessoas escolheria a área rural como resposta, já que é um ambiente natural e com menor influência da poluição. Mas, de acordo com um estudo realizado na Alemanha, as árvores das cidades crescem mais rápido que as do campo.

Para chegar a esta conclusão, pesquisadores estudaram árvores de 10 cidades do mundo, foram um total de 1400 tipos de árvores, comparando em cada tipo a árvore da zona urbana com a árvore da zona rural.

Mas porque será que isso acontece? Na verdade, o aumento da temperatura nas cidades, chamado pelos cientistas de “ilha de calor”, causado pela quantidade de edifícios, ruas asfaltadas, circulação de veículos, entre outros, é o grande responsável por este crescimento mais rápido.

Este aumento da temperatura nos espaços urbanos estimula a fotossíntese, que é um processo em que a planta absorve a energia da luz do sol e transforma em outro tipo de energia que ela possa utilizar, energia química. Além disso, esse aumento de temperatura estimula também o período de vegetação. Os estudiosos alertam que, como as árvoresarvores das cidades crescem mais rápido, elas também duram menos tempo, por isso é preciso restaurar a vegetação das cidades, com maior frequência

(Comentário: Krisnayne Ribeiro)



Por que comer muito rápido faz mal para a saúde

Estudo aponta os prejuízos de comer rápido demais (Foto: Arquivo AFP)
https://g1.globo.com/bemestar/noticia/por-que-comer-muito-rapido-faz-mal-para-a-saude.ghtml



Comer devagar e sem distrações como televisão é fundamental para a saúde, segundo uma pesquisa apresentada na conferência anual da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos. Essa pesquisa, conduzida pela Universidade de Hiroshima, no Japão, acompanhou por cinco anos 642 homens e 441 mulheres saudáveis. Eles tinham 51 anos quando o estudo começou, em 2008.

Nessa pesquisa, os participantes foram divididos em três grupos com diferentes velocidades de engolir o alimento. Os cientistas observaram, depois desses anos, comparando entre os três grupos, que mais pessoas ficaram doentes no grupo que comia mais rápido. Eles observaram aparecimento de doenças do coração, acidente vascular cerebral (AVC) e Diabetes mellitus tipo II. Para os médicos, o grupo dessas doenças forma o que se chama de síndrome metabólica.

É importante entender essa questão, já que, as pessoas comem mais rápido porque não se sentem saciadas. Esse problema pode causar alterações na variação de glicose (açúcar) no sangue, o que pode interferir na ação da insulina, uma proteína responsável pela retirada de glicose da corrente sanguínea. Assim fica fácil aparecer doenças relacionadas ao coração, ou Diabetes por exemplo.

Sendo assim, é importante conscientizarmos nossos filhos sobre o hábito saudável de se comer devagar, sem ficar se distraindo com celular ou televisão para prevenir o aparecimento futuro de síndrome metabólica.

(Comentário Luciano Cardoso)


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Hiroshima , no Japão, acompanhou durante 5 anos 1.084 pessoas saudáveis tendo 51 anos de idade, sendo 642 homens e 441 mulheres, a fim de observar se haveria relação entre a velocidade que essas pessoas ingeriam os alimentos e o desenvolvimento de síndrome metabólica.

Os participantes da pesquisa foram divididos em três grupos , de acordo com a velocidade que ingeriam os alimentos. E foi observado que 11,6% dos que comiam rápido desenvolveram síndrome, 6,5% os de velocidade media e 2,3% os mais lentos. Por meio desses resultados, a cardiologista que liderou a pesquisa no japão afirmou que "comer mais devagar seria uma mudança de hábito crucial para prevenir a síndrome metabólica".

A síndrome metabólica tem como base a resistência à ação da insulina, responsável por regular o açúcar no sangue, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio, o que aumenta o conjunto de fatores de risco relacionados a doenças cardiovasculares e diabetes, como obesidade, pressão alta e taxas elevadas de colesterol.

A pesquisadora ainda afirma que “Quando as pessoas comem muito rápido, fazem isso de forma exagerada, porque não se sentem saciadas. Isso também causa variações no nível de glicose, que podem levar a uma resistência à insulina.”, ou seja, comer rápido demais não dá ao cérebro o tempo suficiente para registrar que estamos satisfeitos, por isso, comer lentamente saboreando, e sentindo a textura dos alimentos é fundamental para a saúde.

(Comentário Júlia Silva)



Micróbios intestinais ajudam terapia contra câncer; antibióticos são risco


Pacientes que reagem bem a tratamentos de câncer possuem mais "bactérias boas" no intestino
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/11/02/microbios-intestinais-ajudam-resposta-a-terapia-para-combater-cancer.htm


Os microrganismos que vivem no intestino apresentam função na digestão de alimentos e também ajudam pacientes com câncer a combaterem a doença. Dois estudos publicados na revista “Science” mostram que uma flora intestinal, ou seja, conjunto de espécies de bactérias que vivem no intestino de animais, quando é rica e saudável está presente em pacientes que reagem a terapias que estimulam as células de defesa a atacarem os tumores da doença. Ou seja, utilizar antibióticos que matam esses microrganismos pode ser um risco à eficiência do tratamento.

É sabido que pessoas saudáveis possuem em torno de 40 trilhões de bactérias no intestino. Essas bactérias contribuem para a digestão e possuem propriedades anti-inflamatórias.

(Comentário: Rafaella Roseno)


Pesquisa em roupas íntimas encontra 10 mil bactérias e fungos com risco de infecções; médicos fazem alerta.

Amostras de roupas íntimas foram analisadas em pesquisa de Campinas, que constatou contaminação por fungos e bactérias (Foto: Patrícia Teixeira/G1)
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/pesquisa-em-roupas-intimas-encontra-10-mil-bacterias-e-fungos-com-risco-de-infeccoes-medicos-fazem-alerta.ghtml

Um estudo foi realizado numa universidade de Campinas-SP, onde o cujo objetivo foi analisar roupas íntimas masculinas e femininas para saber o grau de infecção dessas peças. Foram analisadas 52 peças, sendo que 27 peças eram completamente novas e 25 usadas e essas peças usadas foram adquiridas por pessoas com 20 a 55 anos de idade.

A parte analisada das peças íntimas foi o forro, onde tem há mais contato com a região vaginal ou peniana e ânus.

Os pesquisadores observaram que nas peças analisados, houve um resultado de aproximadamente 10 mil bactérias e fungos. Eles afirmam que o grande vilão desse resultado seja a falta de higienização correta.

Essas bactérias podem causar vários desconfortos no paciente, como corrimento, dor, febre, alergia, ardências, irritação na pele ou até infecção urinária grave.

Sobre as peças analisadas novas, é importante que essas peças sejam lavadas antes de usar e é importante que não sejam provadas nas lojas. Algumas das bactérias encontradas nessas peças novas foram Staphylococcus aureus, Staphylococcus saprophyticus e Candida albicans, que são micro-organismo que fazem parte da microbiota da maioria da população e esses micro-organismos poderiam estar ali porque provavelmente outras pessoas provaram antes.

É importante que as pessoas tenham cuidado com suas peças de roupas íntimas, pois as bactérias e fungos são diversos e podem dominar a peça e a pessoa acabar adquirindo algum problema de saúde. É fundamental que essas peças sejam lavadas com frequência com sabão neutro, não misturar com outras roupas ou deixar muitos dias no cesto de roupa suja; Esses são alguns cuidados que todos devem ter.

(Comentário Nathaly Nunes)



Injeções para enxaqueca têm bons resultados em estudos; especialista fala em 'salto no tratamento'


https://g1.globo.com/bemestar/noticia/injecoes-para-enxaqueca-tem-bons-resultados-em-estudos-especialista-fala-em-salto-no-tratamento.ghtml

Quem nunca sentiu dor de cabeça? Na verdade tudo mundo já sentiu ou sentirá pelo menos uma vez na vida, mas sentir dor de enxaqueca é sentir uma dor muito forte na cabeça com intensidade e frequência. Várias pessoas no mundo sofrem com essa dor, e ter uma injeção para aliviar as dores e até prevenir é maravilhoso, já que a enxaqueca é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. A pessoa que tem a doença na fase crônica pode ter dores na cabeça até 15 vezes no mês, com duração de horas a dias dependendo do paciente.

Essa nova classe de drogas contra enxaqueca mostrou resultados promissores em dois estudos publicados no 'The New England Journal of Medicine". Desenvolvidas na forma de injeção, elas são o primeiro tratamento produzido especificamente para a prevenção da condição que, quando crônica. As, Injeções são feitas de anticorpos monoclonais. Essas drogas clonam células de defesa humana.

Atualmente, médicos usam medicamentos "emprestados" de outras condições, como o uso de anticonvulsionantes (topiramato e divalproato). Antidepressivos (amitriptilina) e medicamentos contra a hipertensão (propanolol) também pode são usados em alguns casos.

"É uma classe específica de prevenção da enxaqueca que traz uma outra perspectiva para o tratamento. Hoje, há medicamentos específicos, a classe dos triptanos, mas eles são usados para interromper a crise quando ela já ocorreu. Não são preventivos", diz Mário Peres, neurologista e professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Albert Einstein.

Mário Peres, que acompanha os estudos com a molécula, estima que uma das injeções (erenumabe) seja aprovada no primeiro semestre de 2018 no FDA (Food And Drug Administration, órgão que regula medicamentos nos Estados Unidos) e no segundo semestre pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Peres destaca que a principal vantagem das novas drogas é a tolerabilidade e a quase ausência de efeitos colaterais. Ele explica que medicamentos usados hoje para a prevenção podem causar perda de peso, problemas de memória (topiramato) ou ganho de peso (amitriptilina), dentre outros efeitos.

Mas, essa injeção funciona mesmo?

Os estudos resultados com a injeção erenumabe: Pacientes que receberam 140mg do medicamento relataram uma redução de 50% ou mais no número médio de dias de crises de enxaqueca por mês. Já o grupo de 70 mg relatou redução de 43,3%.

Os estudos resultados com a injeção fremanezumabe: Pacientes que tomaram a injeção trimestralmente relataram diminuição de 50% no número médio de crises de enxaqueca por mês. No grupo que tomou uma vez por mês, a redução foi de 41%.

(Comentário Francisnaide Ribeiro)



Cientistas podem estar descobrindo nova forma de evitar Infarto e Acidente Vascular Cerebral

Fonte?

Tanto o infarto quando o AVC são condições causadas quando há isquemia, ou seja, um interrompimento do fluxo sanguíneo que pode ser por um coágulo ou uma placa de gordura.
A pesquisa, publicada no periódico “Nature Communications”, mostra uma nova maneira de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir daqueles já existem no organismo, que poderiam, assim, contribuir para o reestabelecimento do fluxo sanguíneo.
O estudo demonstrou que a formação de vasos sanguíneos funcionais é dependente da ativação da proteína quinase AKT que, posteriormente, ativa a R-ras. Outros estudos já haviam utilizado como estratégia a proteína VEGF, porém os ensaios clínicos não se mostraram promissores por promoverem um crescimento desordenado e não funcional. A próxima etapa será testar à eficácia de ambas as terapias.

(Comentário Luanna Chaves)

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