Notícias da ciência (clipping) para trabalhar em sala de aula (outubro de 2017)

Implante devolve consciência a paciente após 15 anos em coma

http://veja.abril.com.br/saude/implante-devolve-consciencia-a-paciente-apos-15-anos-em-coma/


Já ouviu falar do nervo vago? Não? Pois saiba que o nervo vago mesmo sendo popularmente pouco conhecido é um dos principais nervos que podem ajudar na melhora da qualidade de vida e saúde. O nervo vago é um nervo do sistema nervoso parassimpático, isto é, o sistema responsável por nos acalmar e tranquilizar. A estimulação do nervo vago, conhecida por estimulação vagal é um tratamento novo na medicina, atualmente utilizado para o tratamento de doenças como epilepsia e depressão.

Mas será que é possível alguém sair do estado vegetativo graças a esse nervo? Difícil.... Pois nunca antes na história da medicina houve um tratamento específico para fazer com que alguém retorne do estado vegetativo. Parecia difícil até para os especialistas.... Mas aconteceu! 

Um homem se encontrava há cerca de 15 anos em estado vegetativo após um acidente de carro. Caso surpreendente, visto que não há muitas esperanças para um paciente que se encontre mais de 12 meses em coma. O procedimento consistiu num implante no tórax do paciente e a estimulação do nervo vago com impulsos elétricos. Essa estimulação possibilitou ao paciente o estado de consciência mínima. Parece pouco, todavia para o caso uma melhora poderia ser considerada um milagre. Esses resultados mostram que ainda existe uma possibilidade e uma esperança para este e outros casos.

(Comentário por Tamires Dantas)

Nova espécie de ratazana gigante é descoberta por cientista australiano


https://g1.globo.com/natureza/noticia/nova-especie-de-ratazana-gigante-e-descoberta-por-cientista-australiano.ghtml

Foi publicada na revista Journal of Mammology uma descoberta que não se tinha há 80 anos. Uma nova espécie de ratazana gigante foi descoberta na Austrália. Chamada de Uromys vikia , esse roedor é quatro vezes maior do que os comuns, possuindo quase meio metro de comprimento , vive entre as árvores e se alimenta de castanhas.

 O interessante dessa descoberta é que esse animal fazia parte do folclore da região e o biólogo Tyrone Lavery se questionava se era realmente folclore ou se tratava de uma nova espécie. No entanto, em novembro de 2015 um guarda ambiental viu um rato enorme em uma árvore de 10 metros que foi derrubada por lenhadores . O animal não resistiu à queda e foi levado para o Museu de Queensland. 

Lavery relata que quando visualizou o animal teve a certeza de que era algo que nunca foi visto antes e constatou-se que era realmente uma nova espécie por meio de testes moleculares. No entanto, essa espécie encontra-se biologicamente isolada e por isso será classificada de imediato como em perigo crítico de extinção devido ao desmatamento da região. Afinal, cerca de 90% das árvores das ilhas já foram derrubadas.

(Comentário por Julia Silva)

Técnica que permitiu visualização de estruturas do vírus da zika leva Nobel de Química



Três cientistas do exterior levaram um prêmio muito importante em 2017. Juntos, depois de alguns anos de estudo, conseguiram desenvolver uma maneira de observar o que acontece dentro de coisas muitas pequenas que nossos olhos sozinhos não conseguiriam ver.


Acontece que o ser humano já conseguiu criar antes algumas ferramentas para observar coisas muitos pequenas como bactérias. Essas ferramentas são os microscópios e funcionam semelhante a lupas, só que bem mais “potentes”. Com esses aparelhos, conseguimos ver muito além do que nossos olhos conseguem enxergar e esse ano pesquisadores de outros países conseguiram criar outro microscópio ainda mais potente do que os que já estão no mercado, conseguindo ver coisas ainda menores.

Mas qual a importância disso para nossa vida? Esse equipamento permitiu ver detalhes muito pequenos em vírus e bactérias, que são organismos relacionados muitas vezes a doenças. Conhecer mais sobre esses “bichinhos” pode facilitar a produção de remédios para combatê-los, por exemplo.

(Comentário por Luciano Cardoso)

Chip reprograma células para regenerarem tecidos danificados

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/img/chip_reprograma_celulas_para_regenerarem_tecidos_danificados_1__2017-10-05142516.jpg
https://www.scientificamerican.com/article/chip-reprograms-cells-to-regenerate-damaged-tissue/

Uma revista norte americana publicou uma matéria muito interessante sobre um estudo feito com ratos. Neste estudo, os pesquisadores observaram que ratos com ferimentos nas patas e com problemas nos vasos sanguíneos da cabeça conseguiram ficar curados rapidamente quando colocado um chip em sua pele. Esse chip tinha informações que modificavam a célula, ou seja, o chip reprogramou células da pele para produzir células de vasos sanguíneos (vasos que carregam o sangue), e isso ajudou na recuperação deles.

Quando reprogramamos nosso computador, queremos mudar alguma configuração. A reprogramação de células também tem esse objetivo, e não é uma novidade. Os métodos de reprogramação de células que já existem não são perfeitos e apresentam alguns problemas, mas este novo método é diferente pois utiliza um chip e não vírus como ferramenta para modificar a célula. Simplificando, neste novo método o chip (com informações escolhidas pelos cientistas) é colocado sobre a pele e provoca a mudança da célula.

Não existe nada de mágico e simples neste estudo, e até agora só foi realizado em ratos, os cientistas estão se organizando para realizá-lo em humanos no próximo ano. É preciso mais estudos para avaliar se ele pode ajudar a curar humanos também.

(Comentário por Krisnayne Ribeiro)

Alunos de eletromecânica na BA criam prótese e doam a criança que nasceu sem mão

https://g1.globo.com/bahia/noticia/alunos-de-eletromecanica-na-ba-criam-protese-e-doam-a-crianca-que-nasceu-sem-mao.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1


Alguns alunos estudantes do curso de eletromecânica do SENAI de Vitória da Conquista-BA resolveram ajudar um garoto chamado Marcus Vinícius de Oliveira Rocha que acabou nascendo sem uma das mãos. Seus pais, entraram em contato com os alunos do SENAI demonstrando que seria muito importante essa prótese para seu filho.

A elaboração dessa prótese fez parte de um projeto do SENAI e custou menos que 100 reais. E com essa prótese pronta, os alunos estavam em busca de alguma criança para fazerem a doação e logo encontraram o garotinho Marcus. Após terem encontrado o garotinho a prótese precisou ser ajustada para maior conforto. Além de plástico, os estudantes usaram espumas ortopédicas, velcro, um tipo de linha de pesca mais resistente, parafusos e as cores do super herói predileto do garoto: Homem-Aranha.

Essas próteses geralmente precisam ser impressas numa impressora 3D, e depende do problema do paciente, ou seja, depende do tamanho da amputação ou se o paciente nasceu sem uma das mãos. É importante deixar claro que existem limitações para quem usar essas próteses, como por exemplo pegar peso.

A montagem dessas próteses é como um quebra-cabeça, com fios e elásticos que são montados um a um sob a prótese, após ter a medição do paciente. A ideia da prótese é conseguir trazer conforto aos pacientes.

A equipe do SENAI disse que o menino vai continuar sendo acompanhado pelos alunos que construíram a prótese.

(Comentário por Nathaly Nunes)

Pela 1ª vez, cientistas removem doença genética com 'cirurgia química' de embrião


https://g1.globo.com/bemestar/noticia/pela-1a-vez-cientistas-removem-doenca-genetica-com-cirurgia-quimica-de-embriao.ghtml


De acordo com um grupo de pesquisa da China, foi realizada a primeira cirurgia química do mundo, ou seja, foi possível corrigir um erro no nosso DNA através de uma cirurgia. Essa cirurgia foi feita pois, em um embrião a base G foi “colocada” no lugar da base A, sendo que o correto seria base G com base C e base A com base T. Essas bases fazem parte do nosso DNA, e através da organização delas o nosso organismo vai ler e processar vários componentes do corpo como os aminoácidos que juntos formam as proteínas.

Essa desorganização de pares pode provocar algumas doenças sendo que nesse caso estava suscetível a provocar uma doença com sintomas iguais aos da anemia, podendo levar a morte: a talassemia beta. Esse experimento foi feito com tecidos de um paciente portador da doença através de embriões humanos. 

 Esse tipo de cirurgia fortalece a ideia e comprova os avanços das técnicas da humanidade para manipular e controlar diversas situações no DNA, podendo evitar o aparecimento de doenças genéticas, já que em sua maioria estão diretamente ligadas à mutações nas bases nitrogenadas. É verdade que esse tipo de técnica também induz a discussão do “quanto o homem é capaz de manipular o corpo para a finalidade da saúde”. 

(Comentário por Rafaella Roseno)

Cientistas dão grande passo para descoberta de uma vacina contra o vírus Zika

https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2017/10/04/coquetel-de-anticorpos-bloqueia-virus-zika-em-primatas-estudo.htm

Um coquetel contendo três anticorpos foi, pela primeira vez, administrado a primatas que, logo em seguida, foram expostos ao vírus Zika. O resultado, segundo o estudo publicado na revista Science Translational Medicine, é que não foram detectados grandes quantidades do vírus no sangue dos animais que receberam o coquetel, o que indica que o vírus tenha sido bloqueado. O Zika vírus se tornou uma grande ameaça, principalmente na América por conta de uma epidemia e, principalmente, a relação do vírus com malformações no feto. Apesar da capacidade limitante de infectar indivíduos apenas uma vez, os estudos para uma possível vacina contra o vírus continuaram. “É uma intervenção promissora para prevenir e tratar uma infecção pelo vírus da zika durante a gravidez”, comentou David Watkins, professor da Faculdade de Medicina Miller da Universidade de Miami. Os estudos, porém, ainda estão em fase preliminar e ainda devem passar por ensaios clínicos com humanos.

(Comentário por Luanna Chaves)

Como os dentes aterrorizantes dos dinossauros foram substituídos por bicos de aves 

Já pensaram que alguns dinossauros aterrorizantes do passado são parentes das nossas aves do presente, e isso se deu por meio da evolução! E o mais louco pensar como alguns grupos desses animais aterrorizantes se tornaram aparentados das nossas aves por e como eles chegaram aos dentes aterrorizantes por bicos?

O aparecimento de bico nos dinossauros foi um acontecimento lento chamado de evolução (mudanças que ocorrem no animal ao decorrer do tempo) em que os bicos deram lugar aos dentes e os pelos às penas. Estudo feito usando fósseis e uma grande análise comparativa de animais modernos, uma equipe de biólogos evolucionistas, descobriram que a perda de dentes e o surgimento de pelos está relacionada uma proteína que pode simultaneamente impedir que os dentes cresçam em embriões e estimular o desenvolvimento de um bico e o desaparecimento dos dentes.

(Comentário por Francisnaide Souza)

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